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Ao se tratar da evolução da Literatura Brasileira,
tem-se, primeiro, que esclarecer o que se entende
por literatura Brasileira.
Será a Literatura produzida em terras brasileiras?
Será a Literatura produzida por brasileiros,
estejam onde estiverem?
Ou será a literatura produzida ao estilo
brasileiro?...
Literatura Brasileira, ao que eu entendo, é a
Literatura ao estilo brasileiro, produzida por
brasileiros, ao sabor do jeitinho brasileiro.
Em sendo assim, quando aqui aportaram os
portugueses, nos idos de 1500 e cá encontraram
tribos indígenas, cada uma com sua cultura
particular, que não incluía uma literatura,
resolveram eles tornarem-se "civilizadores"
daquele povo e, para tanto, trouxeram para cá os
jesuítas, que chegaram entusiasmados, cheios de
zelo apostólico, buscando catequizar a gente
local, convertê-la ao cristianismo, buscaram
conhecer sua língua, comparando-a com a língua
portuguesa, para uma melhor comunicação entre as
duas partes... Através da encenação (teatro),
buscaram a catequese. Nada disso, porém, era
Literatura brasileira; era Literatura portuguesa
feita para aplicar à gente nativa. A grande figura
deste cenário foi José de Anchieta.
Assim prosseguiu, no Brasil: uma literatura
importada, embora aqui construída, nada tinha
realmente de nossa – a chamada Literatura de
Transplantação, da qual a carta de Caminha, em
1500, é marco inicial e é considerada uma obra do
Pré-Renascimento literário em território
brasileiro, mas é, na realidade, obra da
Literatura Portuguesa. A este, seguiram-se vários
outros documentos que escritos por portugueses ou
brasileiros já, eram impregnados do estilo
clássico português, como Frei Vicente Salvador,
primeiro historiador brasileiro.
Seguiu-se a ela, uma Literatura de Transição (1780
– 1836), quando alguns poucos brasileiros (assim
ditos por terem nascido em solo ou águas
pertencentes a nosso território) deram início a
sua produção literária e que tem por marco
divisório a obra do Cônego Fernandes Pinheiro
[1825 – 1876] – iniciador da nossa crítica
literária, ainda estruturada numa forma literária
portuguesa e após a qual outros escritores
brasileiros, com uma educação básica portuguesa,
produziram suas obras: Gregório de Matos, Mendonça
Furtado, Frei Euzébio de Matos (Irmão de
Gregório), Manuel Botelho de Oliveira (poesias),
Sebastião da Rocha Pita (historiador), Bartolomeu
de Gusmão, duas sobrinhas dele e Alexandre de
Gusmão e mais alguns, todos ainda numa boa forma
portuguesa, mas num estilo em que quase já se pode
adivinhar uma escondida vontade de despontar algo
diferente, mas nada da produção desses pode ser
considerada ainda Literatura Brasileira realmente,
Literatura esta que se inicia, na verdade, com um
grupo de escritores mineiros - a trilogia Andrada:
José Bonifácio, Antônio Carlos e Martim Francisco;
uma literatura arcádica, ou seja, de academicismo:
rigorosa forma lingüística e literária segundo as
normas da Letras portuguesas, imbuída de um
conteúdo brasileiro, recheada de bucolismo e
nacionalismo brasileiros. A Literatura Brasileira
iniciava-se já numa fase pré-romântica, na
realidade possibilitada pela vinda da Família Real
Portuguesa para o Brasil, em 1808, que levou à
abertura dos nossos portos a todas as nações, o
que incrementou nossas finanças, dando maior
abertura aos anseios da nossa população, renova-se
a mente do povo, busca-se o conhecimento, a
evolução cultural, incentiva-se a Arte...
Nas Letras, vão despontando, pouco a pouco,
algumas figuras, destacam-se nomes. A Literatura
Brasileira Romântica iniciou-se com Gonçalves Dias
(1823 – 1864), prosseguiu com Álvares de Azevedo
(1831 – 1852), Fagundes Varela (1841 – 1875) e
Casimiro de Abreu (1839 – 1860), culminando em
Castro Alves, no que se refere à poesia.
Não se pode desdenhar Domingos Gonçalves de
Magalhães (1811 – 1882), com o seu "Suspiros
Poéticos e Saudades" (1836), que foi escrito, em
grande parte, quando seu autor estava na Europa -
seu estilo era medíocre e ao gosto português,
embora buscasse uma temática brasileira, como no
seu "Confederação dos Tamoios", poema indianista,
criticado por José de Alencar, justamente por não
ser sua forma romântica, embora seu tema o fosse.
A partir do Romantismo, a língua e o estilo
brasileiros passaram a ser pontos de maior relevo
na Literatura Brasileira; a língua é de lenta
evolução, na qual interfere o uso popular, além do
"jeito" erudito, mas nacional, do homem culto se
expressar, mas o estilo, esse é mais rápido, pois
está intimamente ligado à versatilidade da criação
do homem, culto ou não, que é algo que brota, em
cachoeira, de forma espontânea nele, pelo que é
rapidamente aceito. Toda essa questão continuou
rolando através dos tempos, sem interrupção, sem
uma maior tendência, sem total ruptura,
subordinação ou imobilização da vinculação
lingüística entre as nacionalidades portuguesa e
brasileira.
Gonçalves Dias tentou a união entre a língua
colonial brasileira e a língua clássica, na
realidade, arcaica (mi, hi, imigo...),
introduzindo o elemento tupi (Língua aliada a
tema), como o prova seu poema "Y- Juca-Pyrama"
(Aquele que vai morrer). José de Alencar (1829 –
1877), porém, procurou adotar uma língua tão
espontânea e viva, quanto moderna e nobre, jamais
recorrendo ao classicismo.
De Gonçalves Dias não se pode deixar de citar,
como grande obra, a "Canção do Exílio", entre
tantas outras famosas. Quanto a José de Alencar –
o maior romancista romântico – gênero literário
projetado pelo Romantismo, assim como a crítica, é
vastíssima a sua produção, passando pelo
indianismo, com "O Guarani" e "Iracema"; pelo
regionalismo, com: "O Gaúcho" e "O Sertanejo" (do
campo) e tantas obras mais; romances que
caracterizam vários aspectos da vida brasileira.
Os romances alencarianos, inspirados em diferentes
aspectos da vida brasileira, apresentam linguagem
elegante, harmoniosa, de fácil entendimento,
agradavelmente sonora.
O romance romântico iniciara-se com qualidade
inferior com Teixeira de Sousa (1812 – 1861) e
prosseguira com Joaquim Manuel de Macedo
(Moreninha – 1844), considerado criticamente, por
sua melhor qualidade, o fundador do romance
brasileiro e embora sua obra ainda seja medíocre,
encanta a muitos.
Assim como muitos outros poetas, também muitos
outros romancistas românticos podiam ser citados,
como Manuel Antônio de Almeida e suas "Memórias de
um Sargento de Milícias" (1854/1855) considerada,
por tantos, obra-prima do romance brasileiro no
que se refere ao estudo dos costumes coloniais,
numa expressão pitoresca e irônica, é, na
realidade, no referente ao literário em si, obra
bastante pobre.
Quase todos os poetas e romancistas românticos
escreveram para o teatro, gênero em alta no
Romantismo e no qual devemos destaca o iniciador
da comédia de costumes, Martins Pena (1815 –
1848).
Um outro romancista que não se pode deixar de
mencionar por ser o marco entre o Romantismo e o
Realismo é Franklin Távora (1842 – 1888) e seus
romances nortistas e com sabores regionais, numa
fase de pré-realismo, entre 1870 e 1880; desta
fase, deve-se mencionar o jornalista maranhense
João Francisco Lisboa (1812 – 1848) como primeiro
grande ensaísta, fundador e redator do "Jornal de
Timon" , cuja obra, além do valor histórico,
destaca-se pela sutil percepção e profunda
abordagem dos problemas, como opinam alguns.
Um outro romancista que não se pode deixar de
mencionar por ser o marco entre o Romantismo e o
Realismo é Franklin Távora (1842 – 1888) e seus
romances nortistas e com sabores regionais, numa
fase de pré-realismo, entre 1870 e 1880. A figura
mais saliente desse movimento de renovação, o
chamado pré-realismo, foi Tobias Barreto (1839 –
1889) – jurista, crítico, personalidade
irradiante, tumultuosa, de grande influência na
juventude brasileira, corroborada ela pela
situação política do país, de decadência do
Império com crescente entusiasmo pelo movimento
republicano, num cenário em que ainda fervilhava a
agitação abolicionista. A Literatura tornou-se
espelho de tudo isso, acelerando seu processo de
renovação, aparecendo novos tipos de poesia,
romance, teatro e crítica literária; esta, que
acompanhara a renovação poética romântica,
terminou opondo-se aos antigos ideais, pregando
novos moldes, iniciando novel fase, doando-nos
nomes, tais como: Sílvio Romero, um continuador de
Tobias Barreto e figura de centro na história de
nossa cultura; José Veríssimo, crítico
consciencioso e honesto; Araripe Júnior, o mais
original dos três, como pensador.
A crônica cedeu lugar à Historiografia, que merece
ser citada; seu fundador foi Francisco Adolfo de
Varnhagen – Visconde de Poeto Seguro, que deixou,
além da História Geral do Brasil, várias
monografias sobre as Letras brasileiras. Não se
podendo deixar de referenciar Capistrano de Abreu
(1853 – 1927), Manuel de Oliveira Lima (1867 –
1928), Rocha Pombo (1857 – 1933) e outros mais.
No romance, destacaram-se: Inglês de Sousa (1853 –
1918); Alísio de Azevedo (1858 – 1913) com seu
romance naturalista "O Mulato" e tantos outros
famosos; Júlio Ribeiro, outro representante do
naturalismo, com "A Carne" e Adolfo Caminho (1867
– 1897), com "A Normalista". O Naturalismo é um
realismo acrescido de um cunho
científico-materialista.
Realçamos ainda os nomes de Raul Pompéia (1863 –
1895) e seu "O Ateneu" e Machado de Assis (1839 -
1908), este disputando com Alencar o ser a figura
central da Literatura Brasileira; uns, observando
diferenciações estilísticas e o sentir popular da
obra, opinam ser Alencar; outros, considerando a
profundeza de conceitos e a riqueza psicológica da
produção, dizem ser Machado.
Os primeiros romances de Machado: Ressurreição,
Helena e A Mão e a Luva, ainda passeiam pelo
espírito romântico; a partir de Iaiá Garcia, sua
obra entra definitivamente no novo estilo:
Memórias Póstumas de Brás Cubas, Quincas Borba,
Dom Casmurro...
Machado "viajou" também pela poesia, pelo teatro ,
crítica e jornalismo.
Há que não se esquecer Coelho Neto, um dos mais
completos escritores, pairando acima de movimentos
e estilos, fiel, simplesmente, a sua condição de
escritor, mas nela falava alto o instinto
nacionalista, como bem o demonstram suas obras: A
Conquista, Miragem... Buscando o termo exato,
encontrava-o e usava-o, nem sempre entendido por
outrem.
Como publicistas e oradores realistas temos Rui
Barbosa (1849 – 1923) e Joaquim Nabuco (1849 –
1910).
Machado de Assis e Joaquim Nabuco foram, com
outros, fundadores da Academia Brasileira de
Letras, em 1896.
A poesia do período realista é denominada
Parnasiana, pela sua estética: "a arte pela arte".
Antes, porém, a reação ao Romantismo fora
inaugurada pelos seguintes tipos de poesia:
filosófico-científica, realista e socialista, o
primeiro instigado por Sílvio Romero, que queria
que os poetas tivessem uma intuição crítica do
tempo, conhecimentos filosóficos e espírito
científico renovador, sem embrenhar-se, a poesia,
pela didática, mas sim pelas avenidas da beleza,
veredas da verdade, alcançando o cimo da certeza
colocado muito além da miragem da ilusão, conforme
colocado em seu "Cantos do Fim do Século"; seus
seguidores: Teixeira de Sousa, Prado Sampaio e
Martins Júnior, tanto quanto ele, não conseguiram
uma boa performance literária, nem
filosófica-científica. Quanto à poesia realista
(urbana e agreste), baseada na observação e não na
idealização romântica, pecava muitas vezes pela
forma, ainda romântica e a socialista, que
procurava traduzir as aspirações da época:
humanidade consciente, trabalho, progresso e
justiça social, mas, segundo o próprio Antero de
Quental, os poetas da época não compreendiam a sua
geração, porque ela própria não se compreendia bem
e às suas verdadeiras aspirações. Todas pecavam
contra o princípio alardeado da "arte pela arte".
Quanto à poesia parnasiana, mais dedicada ao
princípio da "arte pela arte", foi prenunciada
pelo próprio Machado de Assis em seus poemas
estilo clássico, no que o parnasianismo tem mais
de clássico, perdendo, pouco a pouco, os matizes
românticos de expressão. Legou-nos, o
Parnasianismo, grandes nomes e magníficas obras,
citando-se: Alberto de Oliveira (1857 – 1937) – o
mais épico, Olavo Bilac (1865 – 1918) – o mais
lírico e popular, Raimundo Correia (1859 – 1911) –
o mais filosófico e Vicente de Carvalho (1866 –
1924) – de inspirações marinhas.
Quando Bilac estreou com suas Poesias, já o
Parnasianismo era alardeado por Alberto e
Raimundo; quanto à uniformidade de sua expressão
estética, foi o mais equilibrado dos parnasianos
brasileiros.
Ergue-se o nome de Luís Delfino (1834 – 1910),
altamente considerado tanto pelos últimos
românticos, como por parnasianos e simbolistas.
O Simbolismo, na realidade, é precursor do
Modernismo, nascido de uma reação contra todos os
movimentos anteriores; último movimento literário
brasileiro em que a influência das Letras
portuguesas fez-se sentir entre nós. Antônio
Nobre, com Só (1892); Guerra Junqueiro, com Os
Simples (1892)... O Simbolismo foi uma reação
espiritualista ao Naturalismo, encontrada num
prefácio do livro Cantos Modernos (1889), de
Farias Brito (1862 – 1917), no qual era exaltado o
idealismo estético, o apelo à influência da música
e à importância da poesia. Seguiram-se poetas que
marcariam uma nova era literária: Cruz e Sousa
(1861 – 1898) e Alphonsus de Guimarães (1870 –
1921).
De Cruz e Sousa, Missal e Broquéis, cuja riqueza,
sonoridade e fantasia de ritmos e imagens em
poética ainda parnasiana, de um filho da raça
negra (o africanismo só posteriormente tomaria
impulso), chamaram a atenção. Sua figura isolada
projetou esse isolamento em sua obra. Outra figura
isolada foi Alphonsus (Kiriale – 1902).
Chegou Mário Pederneiras, que introduziu, sem
alarde, o verso livre, que posteriormente veio a
ser consagrado pelo Modernismo: Ronda Noturna –
1901, Histórias do meu casal –1906 e outros.
Mocidade Morta (1899), de Gonzaga Duque, foi o
único romance suportável legado pelo Simbolismo,
no dizer de Amoroso Lima.
Como visto, os versos livres já se ensaiavam
sorrateiramente e um movimento de acentuado
nativismo rebrotava, caracteristicamente eclético,
pois foi um período de coexistência "pacífica"
entre simbolistas, realistas e parnasianos – foi o
Pré-Modernismo, onde pontearam: Afonso Arinos
(Pelo Sertão – 1902), Euclides da Cunha (Os
Sertões - 1902), Domingos Olímpio (Luzia Homem –
1903)., Lima Barreto ( Recordações do Escrivão
Isaías Caminha – 1909, O Triste Fim de Policarpo
Quaresma – 1915, Afrânio Peixoto (A Esfinge –
1911, Maria Bonita – 1914...) e os poetas: Hermes
Fontes (Apoteose – 1908), Olegário Mariano
(Últimas Cigarras –1915), Augusto dos Anjos (Eu –
1912), que não se enquadra realmente no movimento
coletivo, é uma reação individualista ,
adivinhando, talvez, aquilo em que mais tarde
viria a se transformar o Modernismo (grande parte
dele) – reações individualistas, muitas sem
qualquer arte.
Os movimentos literários e artísticos em geral
sempre estiveram interligados a movimentos
políticos, filosóficos, científicos, ou seja, a
grandes causas. Uma sensação de esgotamento dessas
grandes causas começou a invadir os indivíduos e,
com isso, nenhum sentir novo , nenhum
neo-pensamento... era o vácuo interior e
exterior... e, em meio ao marasmo, veio a guerra
sem sentido, veio a destruição – onde patriotismo
era desculpa – desencadeando o euforismo da
catástrofe... rompeu-se o dique do conformismo e
jorrou a enxurrada do polemismo destrutivo – o
Modernismo, em sua fase inicial, foi nada mais que
um movimento CONTRA. A preocupação de agredir a
velha guarda literária e de procurar uma
originalidade a qualquer preço, dominou o ambiente
e três grupos de escritores surgiram: os
passadistas, os modernos propriamente ditos e os
independentes.
Os passadistas insurgiram-se contra o movimento; a
Academia Brasileira de Letras, obra da geração
anterior, ficou sendo o reduto dos mesmos. Os
modernistas logo se dividiram em: dinamistas,
primitivistas, nacionalistas e espiritualistas –
uma divisão meramente didática e que tinha em
Graça Aranha o entrelace das duas facções; ele
estreara, em 1902, com Canaã, romance de tema
social e estilo simbolista, fundindo todas as
correntes coexistentes.
Os independentes nem se classificavam entre os
modernistas, pois os combatiam; entre eles:
Monteiro Lobato(1882 – 1948) , Raul de Leoni (1895
– 1926), Humberto de Campos (1886 – 1934), Martins
Fontes (1884 – 1937).
Monteiro Lobato foi o mais popular dos
modernistas.; criou o tipo literário Jeca Tatu, o
livro de contos Urupês(1918)... Humberto de Campos
seguiu a trilha de Coelho Neto – individualista.
Raul de Leoni foi um poeta aristocrático e
publicou Luz Mediterrânea (1922), ano em que
espocava a revolução modernista – uma despedida do
passado, uma saudade...Martins Fontes flutuou
entre os movimentos praticamente coexistentes
(Verão – 1917)
O Movimento Modernista em si espocou em 1922. Em
1912, Oswald de Andrade regressava da Europa,
onde, em Paris, tomara conhecimento do "Manifesto
Marinetti" – uma pregação futurista do compromisso
da Literatura com a nova civilização técnica, de
combate ao academicismo, exaltando o culto à
palavra livre. Chegava ele com as idéias
borbulhando, remexidas pelo tal do manifesto,
aliando-se a isso uma certa incapacidade sua para
metrificar; compõe, então, um poema em versos
livres, que provocou tanta celeuma e acabou
perdido,... (Último passeio de um tuberculoso pela
cidade, de bonde)- quando mostrado timidamente,
era motivo de zombarias e logo perguntavam pela
métrica e rima.. O desejo de atualizar as Letras
nacionais estava no ar. Desapercebidamente, fatos
iam se sucedendo, sem muito alarde, que iam
causando modificações não conscientizadas, tal
como a 1ª exposição de pintura não acadêmica do
Brasil, em 2 de março de 1913 – eram quadros
expressionistas de Lasar Segall. Segue-se a de
Anita Malfatti, também regressa da Europa, em maio
de 1914 – uma amostra da moderna escola alemã, que
levou às últimas conseqüências o Impressionismo
(ela viera da Escola Holmer Boss, onde tinham sido
realizadas as primeiras experiências estéticas do
cubismo – o 1º NU CUBISTA fora pintado por Anita.
Oswald de Andrade, à frente de uma revista
tumultuária e polêmica - O Pirralho - pronuncia-se
em prol de uma pintura nacional (1915), ano em que
Luís de Montalvor (diplomata e poeta português) e
Ronald de Carvalho idealizam uma revista
luso-brasileira – Orfeu – que comunicasse as novas
européias.. Um ano depois, Monteiro Lobato escreve
carta denunciando que Oswald andava divulgando,
pela revista "Vida Moderna", colaboração futurista
e o eco de tal revelação reboa na ABL, através de
Alberto de Oliveira, que estava a recepcionar
Goulart de Andrade que"gerira a herança parnasiana
sem nada acrescentar-lhe", que dirigiu-lhe as
seguintes palavras: "Assim como por vossas mãos
vieram até nós antigas formas literárias, virão
amanhã as novas idéias de um novo período social."
– era o epitáfio do Parnasianismo.
A 21 de novembro de 1922 dá-se a aproximação entre
Oswald de Andrade e Mário de Andrade; Havia uma
conferência no Conservatório Dramático e Musical
sobre a participação do Brasil na guerra, pelo
Secretário da Justiça do Governo de S. Paulo, Elói
Chaves; ao final, Mário de Andrade discursa com
juvenil entusiasmo; Oswald impressiona-se e
procura publicar o pronunciamento, pelo que até
brigou a tapas com um colega jornalista e, no dia
seguinte, publicava, no Jornal do Comércio, o
discurso de Mário, que se tornou seu amigo, a
partir de então, sempre juntos, trocavam idéias
sobre a vida cultural. Mário publica seu !º livro
de versos: Há uma gota de sangue em cada poema e
no poema "Inverno", os seguintes versos:
De noite tempestuou
chuva de neve e granizo...
Agora, calma e paz.
Somente o vento
continua com seu oou...!
A rima de tempestuou com oou causou espécie e foi
o suficiente para interessara Oswald
O poema Moisés de Menotti Del Picchia á censurado,
por conter trechos de prosa vil... Seu Juca Mulato
foi mais bem aceito, pela temática nacionalista,
por não romper fortemente com as normas
tradicionais, embora seu título demonstrasse um
certo atrevimento na colocação da palavra mulato,
que Nestor Vítor, sempre compreensivo às
inovações, classificou de mau gosto.
Outras obras começaram a assinalar a presença de
um espírito novo; A Cinza das Horas, de Manuel
Bandeira, foi considerado por Nestor Vítor, como
livro de transição; Nós, de Guilherme de Almeida;
Cerrilhões, de Murilo Araújo...
A citada exposição de Anita Malfatti, apesar de
causar alguma estranheza, ia prosseguindo bem até
que Monteiro Lobato publica um artigo afirmando
ser a obra da pintora produto da paranóia ou da
mistificação; foi o suficiente para causar grande
reboliço, com devolução de quadros já vendidos,
ameaças de destruição de telas... o que acarretou
os artistas do novo movimento que surgia cerrarem
fileiras em torno da pintora e transformá-la,
conforme depoimento de Menotti, em chefe da
vanguarda do movimento modernista. A partir de
então, ao redor dela, temos: Oswald de Andrade, Di
Cavalcanti, Mário de Andrade, Guilherme de
Almeida, Agenor Barbosa e outros, jovens que
organizariam e participariam, depois, da Semana da
Arte Moderna.
A guerra prossegue. O continente americano
liberta-se da dominação européia e torna-se o eixo
político-econômico do mundo. O Brasil progride:
saneamento econômico de Campos Sales, saneamento
público de Osvaldo Cruz, urbanização de Pereira
Passos, cresce a arquitetura, instala-se a luz
elétrica e a radiotelegrafia... Em 1919, Vítor
Brecheret, que fora estudar escultura em Roma,
retorna e seu antigo professor Ramos de Azevedo no
Liceu de Artes e Ofícios de S. Paulo, permite-lhe
instalar-se nos altos do Palácio das Indústrias,
onde, visitando uma exposição de "maquettes" para
o Monumento da Independência , um grupo de
escritores e artistas foi informado pelo porteiro
que lá em cima havia um escultor; o grupo era
formaDO POR Oswald de Andrade, Di Cavalcanti,
Hálios Seelinger e Menotti Del Picchia que se
surpreendem , ao encontrarem Mário de Andrade e
Monteiro Lobato visitando o escultor. Momento
decisivo este para os inovadores, pois o escultor
representa A 1ª VITÓRIA DO ESPÍRITO RENOVADOR e em
todo 1920 ele é louvado e defendido contra
qualquer menosprezo, conseguindo do governo
estadual uma bolsa na Europa para ele, para onde
parte em 1921. Os renovadores reúnem-se com
freqüência: no atelier de Anita, na casa de Mário
de Andrade, na "garçonnière" de Oawald de
Andrade... o grupo cresce e surgem os versos de
"Paulicéia Desvairada" ao fim de 1920 e o grupo se
prepara para, em 1922, ano do centenário da
Independência, fazer eclodir o movimento, que
germinava em estufa. E a 9 de janeiro de 1921, por
ocasião de banquete oferecido por Menotti no
Trianon (de onde se lançavam candidatos ao governo
paulista e nacional), cujo pretexto é a publicação
de As Máscaras, de Menotti. Entre os oradores está
Oswald de Andrade, que entrega ao homenageado sua
máscara esculpida por Brecheret em nome dos
intelectuais e artistas dissidentes. A fala assume
aspecto de manifesto e acentua as divergências do
grupo modernista e faz oposição aos demais. Era
uma oficial declaração de ruptura com a antiga
corrente literária e caberá a Menotti estabelecer
as normas doutrinárias e estéticas, fixando o
programa teórico da ação modernista, o que será
publicado no Correio Paulistano de 24 de janeiro
seguinte, sob o título Na Maré das Reformas;
artigos de outros reformistas vão sendo, pouco a
pouco, publicados, atacando, em geral, aos estilos
do passado, poupando, exclusivamente, o
Simbolismo, que até chegam a considerar
inspiradora de muitas de suas atitudes e que sua
estética embasa a deles. Oswald publicou, entre
outros, artigo de Mário de Andrade, sob o título
Meu Poeta Futurista, o que fez Mário ser
discriminado por muitos, inclusive perdeu alunos,
mas também fê-lo sair da "casca do ovo" e aceitar
posição de comando no movimento, liderando o
movimento literário com sua prosa, principalmente
os artigos de teoria literária que analisam o
Parnasianismo e seus autores; tais artigos
aceleraram o processo e seis meses depois deles,
realizava-se a Semana da Arte Moderna, já com
muitos grandes escritores envolvidos no movimento
e, a 29 de janeiro de 1922, O Estado de S. Paulo
noticiava que, por iniciativa do escritor Graça
Aranha, da ABL, haveria em S. Paulo uma Semana da
Arte Moderna e que, de 11 a 18 de fevereiro, o
Teatro Municipal estaria realizando uma exposição
dos trabalhos dos artistas do Grupo – apresentação
conturbada pelos conservadores.
A Semana de Arte Moderna, apesar da interferência
dos opositores, alcançou seus objetivos: romper
estruturas, criar algo novo e brasileiro na arte.
Cassiano Ricardo foi uma das mais fortes,
originais e sérias figuras da poesia modernista.
Borrões de Verde e Amarelo ou Vamos Caçar
Papagaios e Martim Cererê (1928), conjunto épico
de sua autoria, único talvez na poesia moderna
brasileira, alcançou êxito raro e seu poder de
inventividade e renovação poética foram num
crescente.
A prosa da 1ª geração modernista foi mais fraca
que a poesia, embora, em geral. Os próprios poetas
a tenham escrito.
A grande prosa moderna viria do nordeste, dando
continuidade a A Bagaceira, de José Américo de
Almeida (1928). O movimento modernista
concentrara-se mais no eixo Rio – S. Paulo, com
irradiações para Minas e Rio Grande do Sul; com a
2ª geração, generalizou-se mais e a prosa,
principalmente a nordestina, revelou-se de
primeira linha, devendo-se a Gilberto Freire a
extensão desse movimento ao norte e nordeste.
Exemplos dela temos em: José Lins do Rego, com O
Menino do Engenho (1932); Raquel de Queirós,
Graciliano Ramos, Jorge Amado e outros.
A grande revelação da crítica modernista foi o
pernambucano Álvaro Lins..
No sul, vários expoentes também da prosa foram
despontando: Érico Veríssrmo, com sua obra
universal e, ao mesmo tempo, popular: Clarissa,
Olhai os Lírios do Campo, O Resto é Silêncio, O
Tempo e o Vento (epopéia gaúcha)... Mário Quintana
e outros.. No sudeste, a 2ª geração de prosadores
também deu grandes nomes: Otávio de Faria, Lúcio
Cardoso, Gilberto Amado, Adonias Filho... Flávio
de Carvalho, Sr.ª Leandro Dupré, Diná Silveira de
Queirós, Ribeiro Couto, marques Rabelo, Orígenes
Lessa, Antônio Alcântara Machado Ciro dos Anjos,
Cornélio Pena... No morte, temos Peregrino Júnior,
Raimundo Morais... No nordeste, dois contistas de
segunda geração devem ser citados: Luís Jardim e
Rodrigo Melo Franco de Andrade.
Em 1930 mais ou menos, surgira, pois, a segunda
geração modernista, quando o Brasil sofria novas
agitações políticas; Augusto Frederico Schmidt,
que reagira, em 1928, contra o modernismo,
introduziu, na poesia moderna, uma amplitude e um
lirismo românticos, restaurando os grandes temas
eternos: Deus, destino, mar, solidão..; em 1956,
seus livros anteriores foram reunidos em Poesias
Completas.
Carlos Drummond de Andrade, em 1930, editou Alguma
Poesia, e toda sua obra está hoje reunida em
Fazendeiro do Ar e Poesia até agora (1954). Ele
fundiu o trágico do cotidiano com uma poética
vigorosa, adquirindo, o verso, o mais agudo poder
de penetração verbal.
Murilo Mendes assemelha-se a Drummond, mas
convertendo-se ao catolicismo, imprime a seu verso
um sentimento cristão intenso, mas não
convencional, inovador. São dele: Poemas (1930),
Tempo e Eternidade (1935). Seu companheiro, Jorge
de Lima, nordestino, de inspiração instintiva e
não intelectiva, de influência supra-realista; seu
poema Essa Nega Fulo tornou-se famoso, como
expressão do africanismo modernista, cuja mais
saliente expressão é o pernambucano Ascenso
Ferreira, com seu livro Catimbó.
Tasso da Silveira, que aliou-se ao movimento ainda
na primeira leva; um espiritualista que, com a
revista "Festa", soube aliar fé católica viva a
uma forma poética moderna. Barreto Filho, outro
componente do grupo, publicou novela – Sob o Olhar
Malicioso dos Trópicos – 1929 – dedicando-se
depois à crítica.
Vinícius de Moraes, com sua poesia hermética,
concentrada, penetrante, dramática... Obras suas:
O Caminho para a Distância – 1933;... ; poemas
esparsos, que resgatam para o modernismo o soneto
e a balada.
Cecília Meireles, a grande voz feminina do
modernismo.
A 3ª geração modernista já se confunde com mo
movimento neo ou pós-modernista e não há
fronteiras precisas entre os dois movimentos. Os
sociólogos costumam atribuir, por volta de 15
anos, a cada geração; em se levando em conta tal
valor numérico, a partir da Revolução Modernista,
que se iniciou antes da Semana de Arte Moderna, a
2ª geração foi por volta de 1930 e a 3ª, mais ou
menos, em 1945 e após morte de Mário de Andrade,
mas que já se apresenta com novo espírito e nova
estrutura praticamente, merecendo ser considerada
como líder de novo movimento, não se trata mais de
uma nova geração dentro do modernismo, pois,
embora não contra ele.
Se o modernismo nascera de um choque, o
neo-modernismo nasceu de uma entrega, uma
transmissão voluntária de poderes, de uma geração
para a outra. O modermismo fora uma insurreição,
uma guerra estética com objetivo de marcar a
diferença entre duas gerações, duas concepções
estéticas, entre a apatia e o dinamismo, entre o
conservadorismo e repetitismo e a inovação.
O neomodernismo surge de manso, sem grandes
chefes, sem manifestos, sem o carÁter de cruzada,
sem buscar chamar a atenção do público, que também
a tudo estáava indiferente... a dIfícil fase
política por que passava o país, levava ao receio
do demonstrar interesse por algo e ser julgado,
talvez, "inimigo público"; a sobrevivência, em
todos os seus sentidos, é o mais importante para a
população, simplesmente "ignoravam" os artistas e
literatos, eles que se entendessem ou se
desentendessem à vontade...
O movimento é, assim, restrito à classe cultural,
que talvez também desgastada pela luta e pela
injustiça, não estivesse também querendo se expor
muito.
Surge também, ao fim da grande guerra, uma era
técnica, que deslocou o centro de interesse dos
povos para um domínio da natureza pelo homem, mas
através do progresso técnico e industrial – é, na
realidade, uma forma de desumanização pela
máquina., onde o intelectual já não cabe, pois
intelecto é do ser humano... se ele se
desumaniza... o homem troca a sua inteligência
pela habilidade, que é animal simplesmente.
É um momento mais indefinido que consciente,
característico de transição, em que os próprios
literatos não tinham ainda consciência do que
precisava mudar, só sabiam que havia necessidade
de mudar algo; não tinham noção do objetivo a ser
alcançado com a mudança.
Os considerados pelo modernismo como passadistas,
voltara a ser exaltados; o neomodernismo foi muito
mais pelos valores eternos do que pelos modernos;
o neomodernismo, de certa forma, mesmo
inconscientemente, um antimodernismo, pois o neo
modernismo foi uma libertação do moderno: não se
contrapôs a ele, mas não o valorizou. Os neo
modernistas eram mais profundos que os
modernistas, vão mais ao âmago das coisas. Foi uma
geração de "velhos", que se gabou da experiência e
saber, não da jovem impetuosidade. Uma outra
característica neomodernista é o da disciplina,
não da liberdade como os modernistas, o que também
não implica em retorno a outros moldes anteriores
ao modernismo.
O neomodernismo é uma superação do modernismo, mas
não sua negação; a liberdade já não é uma
necessidade essencial, mas sim uma possibilidade
quando útil; buscam, então, novos dogmas, nova
disciplina...
A liberdade convidara à facilidade e levou a ser
considerado Arte, tudo que qualquer um se lançasse
a fazer e dizer que era a sua Arte... Não deveria
ser por aí... Até a noção de que Arte é criação de
beleza fora esquecida por muitos...
A técnica, o saber fazer, de certa forma, até
busca resgatar esse elo perdido; para ter a
liberdade de fazer como quer, tem que conhecer as
regras e saber como pode alterá-las com resultado
positivo, ter sensibilidade para o belo, pois Obra
de Arte não é local simplesmente de despejo de
emoções e mais nada. Liberdade não é licença para
se fazer o que se quer sem respeito a nada ou ao
outro. Liberdade exige disciplina para ser usada.
A inspiração e a intuição são mola para a criação
estética, não a invenção..
O próprio Mário de Andrade, em 1942, parecia um
arrependido, pelo caráter aristocrático que o
modernismo assumira, afastando a verdadeira arte
do povo em geral; era preciso possibilitar o
encontro "entre o gosto convencional e até
medíocre, às vezes, do grande público e as
exigências qualitativas dos autênticos criadores
da beleza, impasse que só o gênio supera". (Alceu
Amoroso Lima).
Versos são as linhas do poema, logo ao versos são
as partes do complexo texto literário, os quais,
em seu conjunto, formam o poema – um corpo; para
animar esse corpo, há necessidade da alma: a
poesia. (é a energia vital literária de um poema).
Há prosa poética, ou seja, um conjunto de frases
formam um texto literário, cuja energia vital
também é a poesia.
Há textos em prosa, cuja energia vital não é a
poesia, é uma energia diferente, específica para
aquele tipo de texto, mas que também dá-lhe vida,
torna-o interessante, agradável aos olhos, aos
ouvidos, à mente que o interpreta...
Pode haver versos sem poesia, como poesia sem
versos (Quanta poesia pode haver num olhar, mas
não é em qualquer olhar que há poesia); mas versos
sem poesia serão, por acaso, obra poética?...
Prosa sem alma, sem sua essência específica, será
por acaso, um texto literário?
Toda Arte tem ritmo, movimento, sonoridade,
colorido, é preciso sensibilidade para percebe-los,
para bem combiná-los e não simplesmente usá-los,
sem a perfeição da boa combinação.
O resgate dessa valorização dos elementos
contextuais e sua combinação foi uma das bandeiras
do pós-modernismo, que aproveitou o centenário de
nascimento de Alberto de Oliveira, em 1957, para
esse resgate; recompor a poesia com o verso.
O poema mais marcante da nova orientação poética
parece ter sido O Rio, de João Cabral de Melo Neto
Na prosa, o neomodernismo, é um tanto uma volta ao
realismo e ao naturalismo e se iniciou um pouco
antes, ainda dentro mesmo do modernismo, com a
literatura regionalista, uma prosa mais objetiva,
voltada para os problemas locais; a prosa
neomodernista se distingue não tanto pelo estilo,
mas pelo tema e os limites entre prosa e poema são
bem demarcados:a poesia é poética e a prosa é
prosaica.
Assim se sucedem os movimentos, de geração em
geração, ora pesando mais um prato da balança, ora
pesando mais o outro; mas, normalmente misturando
um pouco do outro sempre e é nessa mistura que
estão as diferenças de época; esse movimento tem
importância relativa, importantes são os autores e
suas obras, aliás, importantes mesmo são as obras,
que ficam, os autores só são imortais quando elas
os imortalizam , para a eternidade, ou por algum
tempo... quem o sabe?
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Bibliografia pesquisada:
1 - Anotações da autora das palestras do Prof.
Agenor Ribeiro
2 - Quadro Sintético da Literatura Brasileira -
Alceu Amoroso Lima
3 - A Literatura no Brasil - coleção sob a Direção
de Afrânio Coutinho
(Publicado no Jornal Ecos - Edição nº 28 - 10.11.2005) |